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Fronteira se consolida como polo de formação médica e impulsiona desenvolvimento regional
Com mais de 7 mil alunos matriculados e mais de 300 aprovados no último Revalida, Universidade Interamericana fortalece a economia da fronteira e amplia a oferta de profissionais para a saúde
Por Giovani Cezar
Publicado em 09/07/2026 19:29
Educação
A Universidade Interamericana, sediada em Pedro Juan Caballero, consolidou-se como uma das maiores instituições de ensino da região

Por muitos anos, a fronteira entre Brasil e Paraguai foi associada apenas aos desafios de segurança e ao comércio fronteiriço. Nos últimos anos, porém, a região passou a ganhar projeção nacional por outro motivo: tornou-se um dos principais polos de formação médica da América do Sul, atraindo milhares de estudantes brasileiros e movimentando a economia local.

A Universidade Interamericana, sediada em Pedro Juan Caballero, consolidou-se como uma das maiores instituições de ensino da região. Sob a liderança do empresário Carlos Bernardo, a instituição reúne, atualmente, mais de 7 mil alunos e contabilizou mais de 300 aprovados na última edição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), principal porta de entrada para o exercício da medicina no Brasil.

Para Carlos Bernardo, a transformação vivida pela fronteira demonstra que a educação pode ser um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social.

“Durante muito tempo tentaram fazer a população acreditar que a fronteira era um problema. Eu penso exatamente o contrário. A fronteira é uma oportunidade. Ela é a porta de entrada para a América do Sul e hoje já mostra sua força por meio da educação, da formação médica e da geração de empregos. Quando investimos em conhecimento, transformamos toda uma região”, afirma.

Além do impacto na formação de profissionais da saúde, o fluxo de estudantes tem movimentado diversos setores da economia, como habitação, alimentação, transporte, comércio e prestação de serviços, fortalecendo o desenvolvimento dos municípios da fronteira.

Segundo Bernardo, outro aspecto importante é que milhares de brasileiros conseguem cursar medicina com recursos das próprias famílias, sem gerar custos diretos para o poder público durante a graduação.

“Cada estudante que escolhe a fronteira para realizar o sonho da medicina movimenta a economia local e, ao mesmo tempo, representa uma economia para o Estado brasileiro durante sua formação. Depois, muitos retornam ao Brasil para atender a população e reforçar o sistema de saúde. É um ciclo que beneficia toda a sociedade”, destaca.

O empresário ressalta que os resultados obtidos pela Universidade Interamericana demonstram o compromisso da instituição com a qualidade da formação acadêmica. Os mais de 300 aprovados no último Revalida, segundo ele, reforçam a capacidade da universidade de preparar profissionais aptos a atuar no mercado brasileiro.

“Os números mostram que estamos formando médicos preparados. Cada aprovação representa um profissional que poderá cuidar da saúde das pessoas e contribuir para reduzir a falta de médicos em diversas regiões do Brasil. Esse sempre foi o nosso propósito: oferecer ensino de qualidade e criar oportunidades para milhares de famílias”, afirma.

O avanço da educação superior também ajuda a mudar a percepção sobre a própria fronteira, que deixa de ser vista apenas como um território de passagem e passa a ocupar posição estratégica no desenvolvimento regional.

Assessoria

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