Transformar o investimento no esporte em uma política permanente, com orçamento, planejamento e condições para que crianças, jovens e atletas de todas as regiões de Mato Grosso do Sul tenham acesso à prática esportiva e consigam competir. Essa é uma das agendas que o candidato a deputado federal Carlos Bernardo pretende fortalecer após receber o projeto SAQUE MS, iniciativa voltada ao desenvolvimento do voleibol e do vôlei de praia no Estado.
A proposta foi apresentada por Hugo Morino, presidente estadual da Juventude do MDB, que defende uma representação política mais próxima das modalidades esportivas e das dificuldades enfrentadas por atletas, técnicos, clubes e equipes, principalmente no interior.
Para Carlos Bernardo, a discussão vai além do desenvolvimento de uma modalidade. Segundo ele, o esporte precisa ser compreendido como instrumento de formação, inclusão social e prevenção à violência, especialmente em territórios onde crianças e adolescentes convivem com menos oportunidades.

Essa visão aparece entre as propostas apresentadas pelo candidato para Mato Grosso do Sul. Carlos defende ações para prevenir a violência por meio da integração entre educação, esporte, cultura, aprendizagem profissional e primeiro emprego. A lógica é criar caminhos concretos de formação, convivência e perspectiva de futuro antes que organizações criminosas ocupem esse espaço.
“Segurança pública não se faz apenas com polícia, investigação e repressão. Tudo isso é indispensável, mas precisamos agir antes. Quando uma criança ou um jovem encontra esporte, escola, acompanhamento, disciplina e oportunidades, ele passa a enxergar outros caminhos”, afirmou Carlos Bernardo.
O SAQUE MS se conecta diretamente à proposta de ampliar o acesso ao esporte nas periferias e no interior. O projeto parte de uma dificuldade prática enfrentada por muitas equipes: não basta organizar campeonatos se parte dos atletas não consegue chegar até eles.
Transporte, alimentação e hospedagem acabam se transformando em barreiras que afastam atletas e limitam o desenvolvimento esportivo fora dos grandes centros. O projeto prevê recursos para melhorar infraestrutura, logística e suporte operacional como a criação de polos gratuitos de iniciação e treinamento para crianças e jovens, ampliando a presença do esporte nos municípios.
Carlos explica que é a continuidade que pode transformar uma iniciativa esportiva em uma verdadeira política pública. “Eu defendo programas permanentes, profissionais qualificados, equipamentos adequados e acompanhamento de resultados. Uma criança não pode ter acesso ao esporte durante alguns meses e depois ver o projeto acabar porque terminou um convênio ou faltou recurso”, destacou.
Esporte como oportunidade
No programa apresentado por Carlos, esporte, cultura, educação, assistência social, geração de renda e segurança pública aparecem como políticas complementares. A proposta é combinar repressão qualificada às organizações criminosas com ações capazes de reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes ao recrutamento pelo crime.
Para Carlos, oferecer atividades esportivas próximas de onde os jovens vivem significa ocupar espaços, fortalecer vínculos comunitários, criar referências positivas e ampliar perspectivas.
“O jovem precisa encontrar primeiro a quadra, o professor, o treinador, a escola e a oportunidade. Não podemos permitir que o tráfico e o crime organizado sejam os primeiros a oferecer pertencimento, dinheiro ou perspectiva. Investir em esporte também é investir em segurança preventiva”, afirmou.
Menos desigualdade entre Capital e interior
Outro ponto considerado estratégico é reduzir a desigualdade entre equipes da Capital e aquelas localizadas no interior. A proposta procura criar uma estrutura que permita que o talento esportivo tenha oportunidade independentemente do CEP do atleta. Além do apoio direto às equipes, o SAQUE MS prevê investimentos na formação e atualização de técnicos, árbitros e gestores esportivos, buscando elevar o padrão técnico e administrativo das modalidades no Estado.
A ideia é fortalecer o esporte, a cultura e o lazer também nos pequenos municípios e nas regiões mais afastadas dos grandes centros. Em suas propostas de governo, Carlos aponta a falta de acesso a editais, infraestrutura e programação esportiva permanente como uma das dificuldades que precisam ser enfrentadas.
É justamente nesse ponto que Carlos pretende contribuir a partir de Brasília. Como deputado federal, poderá atuar na destinação de emendas, articulação com o Ministério do Esporte e busca de programas e recursos federais para infraestrutura esportiva, formação de atletas, esporte educacional e realização de competições.
“Queremos que essa parceria avance para uma agenda construída diretamente com quem vive o voleibol: atletas, treinadores, dirigentes, professores, municípios e entidades esportivas. Não adianta termos talentos se não houver condições para que eles treinem, viajem, disputem campeonatos e permaneçam no esporte”, concluiu Hugo Morino.
Fonte: Mayara de Sá Chaves