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Carlos Bernardo defende menos burocracia e mais mercado para pequenos produtores durante agenda em Ivinhema
Em entrevista à Rádio Piraveve nesta sexta-feira (11), o candidato a deputado federal pelo União Brasil, número 4455,  afirmou que pretende atuar como elo entre agricultores e poder público para facilitar regularização, comercialização e geração de renda no campo
Por Giovani Cezar
Publicado em 11/09/2026 21:03
Politica
Carlos Bernardo em entrevista à Rede Feitosa de Comunicação.

Ivinhema (MS) – Fortalecer o agronegócio de Mato Grosso do Sul significa criar condições para que o pequeno agricultor consiga produzir, regularizar e vender aquilo que sai de sua propriedade. A defesa foi feita pelo candidato a deputado federal Carlos Bernardo durante entrevista à Rede Feitosa de Comunicação, nesta sexta-feira (11), durante agenda na região do Vale do Ivinhema.

Ao ser questionado sobre o que os produtores rurais da região podem esperar de sua atuação caso seja eleito, Carlos foi categórico: eu serei o representante, o elo de ligação entre o pequeno agricultor, o médio agricultor e também o agro. Temos muita burocracia no sistema e precisamos atuar em defesa de quem produz, em especial do pequeno agricultor.

Entre os gargalos apontados por Carlos Bernardo está a dificuldade enfrentada por pequenos produtores para atender às exigências sanitárias e obter as autorizações necessárias para comercializar alimentos.

Carlos citou situações em que famílias produzem ovos, leite, frango e outros alimentos dentro das propriedades, mas encontram obstáculos para colocar esses produtos formalmente no mercado. Para ele, a solução passa menos pela punição e mais pela presença do poder público oferecendo orientação, capacitação e caminhos para a regularização.

“Precisamos facilitar a vida dessas pessoas. O Estado pode criar um sistema de gestão e realizar mutirões regionais para qualificar e orientar quem tem interesse em vender seus produtos na cidade”, defendeu.

A proposta que Carlos Bernardo pretende levar para a Câmara Federal prevê o fortalecimento da agricultura familiar e dos assentamentos produtivos por meio de assistência técnica, acesso a máquinas, crédito, comercialização, feiras e compras públicas.

O plano também prevê apoio a cooperativas e associações, como forma de permitir que pequenos produtores ganhem escala, tenham maior poder de negociação e reduzam a dependência de intermediários. Outra frente é o incentivo à agroindustrialização, possibilitando que parte da produção rural seja processada e ganhe valor antes de chegar ao mercado.

Produzir e conseguir vender

Para Carlos, a discussão sobre o desenvolvimento do campo precisa avançar além do aumento da produção.

A lógica defendida pelo candidato é formar uma cadeia que comece dentro da propriedade e termine com renda para a família: produzir, regularizar, processar quando necessário e garantir mercado consumidor.

Essa abordagem ganha importância em regiões como o Vale do Ivinhema, onde convivem propriedades de diferentes portes e diversas cadeias produtivas.

Carlos vem defendendo em sua campanha que o crescimento econômico dos municípios do interior deve considerar justamente essas vocações regionais e estimular a instalação de agroindústrias mais próximas de onde a produção acontece.

A estratégia, segundo ele, permite agregar valor ao que é produzido no Estado, movimentar o comércio dos municípios e ampliar a geração de empregos.

A ideia é aproximar políticas destinadas ao grande agronegócio das necessidades de médios e pequenos produtores, respeitando as características de cada cadeia produtiva.

Fonte: Mayara de Sá Chaves

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